Reprodução de foto antiga, feita entre uma aula e outra.
17 de jun. de 2010
9 de jun. de 2010
Nankin
27 de mai. de 2010
Livro- A Casa do Coco
Entre meados de 2008 e final de 2009, tive o privilégio de colaborar (mais uma vez) com a escritora, estudiosa e crítica literária Zina Bellodi. Desta vez em um projeto mais pessoal, que narra parte da tragetória de sua família, tão importante para o desenvolvimento da região de Jaboticabal no interior de São Paulo.
O livro rico em imagens, entre ilustrações, fotografias e reproduções de obras de arte que retratam a fazenda em que Dona Zina cresceu e os primórdios da família Bellodi.
Minha participação coube em ilustrar as descrições de Dona Zina, aquilo em que não havia fotografias. Um exercício de recordações e memórias para ela, e um trabalho de muita satisfação para mim.
13 de mai. de 2010
ENCARTE de CD
10 de mai. de 2010
6 de mai. de 2010
JIM, JIMI e JANIS
Jim, Jimi e Janis, se encontraram em um rochedo.
Jim falou das “Portas”. Disse como era abri-las, e o que se encontrava do outro lado delas. Explicou que o mundo está na mente, e não na frente dos olhos. O sonho era o real, e a arte o orgasmo da Alma.
Janis falou da “Solidão”. Disse que sentir medo dela, é sentir medo de si mesmo. Explicou que, mesmo no pior estado de embriaguês, nunca fecharia os olhos do coração. Imaginava ser um castigo maior, se não sentisse Amor.
Jimi abriu um largo sorriso com seus dentes de ouro, e indagou: “Onde vocês acham que nós estamos?”
Não souberam responder...
“Céu, inferno, ou um meio termo... De que importa?"
Reno.
Texto originalmente publicado na revista MIX, Ribeirão Preto.
Revista MIX

No ano passado, recebi o convite do apresentador Guto Mota, para colaborar como colunista na revista MIX, editada por ele e que circula além de Ribeirão Preto e região, São Paulo e Rio. A revista, apesar de bimestral é muito bem produzida, trabalho gráfico de primeira, papel de qualidade, além da diagramação. Os assuntos são os mais variados, turismo, moda, carros, arte, pessoas, música, mas adotando sempre uma linha editorial interessante, textos leves e imagens belíssimas, vale a pena conferir.
www.revistamix.com.br
Reno.
21 de abr. de 2010
Dama Espanhola
Reno.
14 de abr. de 2010
Reno's new Studio
9 de mar. de 2010
OPALA 76

Saí da rodoviária de Ribeirão Preto, atravessei o Mercado Municipal e aguardo o sinal abrir para começar minha caminhada matinal de sexta-feira, pela Avenida Américo Brasiliense acima, com destino à Barão do Amazonas para mais um dia de aula. Em meio a todos os carros, motos e ônibus, ele cruza a minha frente... Sua lataria branca com faixas negras do capô até a traseira, totalmente manchada e desgastada, lanternas opacas de sujeira, pára-choque e rodas enferrujados. Ele passa pelos meus olhos com seu ronco cansado e melancólico.
O sinal abre e eu permaneço parado, observando sua passagem, como em reverência a um Titan aposentado. Minha memória é tomada de assalto nesse momento...
Eu me vejo em outro lugar, cidade pequena do interior, início dos anos 90. A minha imagem de 16 anos é algo meio que risível a primeiro momento, cabelos espetados com New Wave, imitação de Ray-Ban espelhado, que insistia em ficar torto na minha face, mas que pelo menos, escondia parte das espinhas, Marlboro no canto da boca, camisa preta com três botões abertos mostrando o peito liso... A típica figura do cafajeste padrão, de extrema importância para a auto-afirmação adolescente da época.
Lá estava eu, em um dos momentos mais gloriosos da minha juventude... Pegar escondido o Opala branco SS 76 do meu pai.
Eu viro a chave e sorrio com o canto da boca ao ouvir o rosnado do motor, ajusto os espelhos e neles vou vendo minha casa ficando para trás. Empurro a fita K7 que está preparada no Rod-Star auto-reverse, e das caixinhas de som das portas, Axl Rose começa a esguelar: “Welcome to the Jungle!”
Eu tomo o caminho da área rural, afinal, eu tenho 16 anos e não quero ser pego nessa empreitada, nem pela polícia e muito menos pelo meu pai.
Na estrada de terra, uma nuvem de poeira vai ficando para traz. A traseira larga do Opala dança nas curvas, mesmo assim eu acelero em terceira marcha, para sentir o motor reclamando do meu pé.
Passo por uma pequena ponte de madeira, próximo de onde dois senhores estão carpinando, eles param o trabalho, tragam seus cigarros de palha e praguejam qualquer coisa contra mim.
Eu saio da estrada e pego uma trilha que corta um pomar de laranjas e entro por outra trilha lateral a um pasto. Quando o carro sai do laranjal, os cavalos se assustam e correm, alguns deles dando pinotes e coices no ar.
Uma moça estende roupas no varal da casa de um pequeno sítio, ela arregala os olhos quando vê aquele vulto branco se aproximando. As galinhas fogem em carreira deixando o caminho livre para minha passagem. Eu desço outra trilha de ladeira, ultrapasso um trator carregado de balaios e chego a uma estrada que contorna a represa da velha usina. Meu coração vibra com o painel de plástico duro, o vento em minha face ameniza o calor da tarde, eu aperto a mão sobre o câmbio, reduzo a marcha para sentir minhas costas colar no banco com a arrancada. O sol faz a água da represa brilhar, e projeta a sombra do Opala nos barrancos do lado oposto. A silhueta daquele momento me remete a algum filme de ação qualquer.
...
O sinal fecha novamente e eu nem sequer cheguei a atravessar a rua. O velho carro enferrujado segue seu caminho, sumindo no trânsito da cidade. Eu seguirei o meu, lembrando do dia que fui herói de um filme imaginário, meu cavalo branco era de ferro, e se chamava Opala 76.
Reno
(Texto e Ilustração originalmente publicados na revista MIX-Ribeirão)





